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	<title>Drama Diário &#187; Felipe Barenco</title>
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	<description>dramaturgia em série...</description>
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		<title>Estamos de férias!</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 15:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Leitores, voltamos em março! Até lá, vocês podem acessar nosso arquivo com mais de 400 cenas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leitores, voltamos em março! Até lá, vocês podem acessar nosso arquivo com mais de 400 cenas!</p>
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		<title>Reino de Bananas – Capítulo 01</title>
		<link>http://dramadiario.com/2011/06/reino-de-bananas-capitulo-01-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 06:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[REINO DE BANANAS]]></category>

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		<description><![CDATA[Prólogo CENA 1 &#8211; EXT. CAVENDISH/PLANTAÇÃO DE BANANA. ANOITECER Três mulheres aos farrapos, descalças e descabeladas correm entre as plantações de banana enquanto são perseguidas por guardas da corte real. PADRE – Não deixem essas bruxas escapar! Os guardar, uns à pé e outros à cavalo, aceleram os passos. As três mulheres, por sua vez, <a class="leiamais" href="http://dramadiario.com/2011/06/reino-de-bananas-capitulo-01-2/">leia mais...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Prólogo</p>
<p>CENA 1 &#8211; EXT. CAVENDISH/PLANTAÇÃO DE BANANA. ANOITECER</strong></p>
<p>Três mulheres aos farrapos, descalças e descabeladas correm entre as plantações de banana enquanto são perseguidas por guardas da corte real.</p>
<p>PADRE – Não deixem essas bruxas escapar!</p>
<p>Os guardar, uns à pé e outros à cavalo, aceleram os passos. As três mulheres, por sua vez, entram por atalhos entre as plantações e fogem por direções diferentes. A cena de perseguição tira o fôlego e uma das mulheres, Betty, apenas com um gesto de mãos ateia fogo nas bananeiras dificultando a passagem dos guardas e os fazendo recuar.</p>
<p>PADRE – Elas jamais voltarão a profanar nossas terras!</p>
<p>Dezenas de guardas fecham todas as passagens. As mulheres, já sem fôlego, estão cercadas.</p>
<p>PADRE – (EMPUNHANDO A CRUZ) Vá de reto, cães do inferno! Por São Tomé, protetor de Cavendish, eu vos esconjuro!</p>
<p>CAPITÃO DA GUARDA – (ESPADA) Rendam-se em nome da corte!</p>
<p>As três mulheres são amordaçadas e levadas até o alto de uma torre abandonada numa região inóspita da ilha.</p>
<p>TEMA DE ABERTURA!</p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/oGWSzMfTb-Y" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Capítulo 01</p>
<p>SÉCULOS DEPOIS&#8230;</p>
<p>CENA 1 &#8211; EXT. CAVENDISH/PLANTAÇÃO DE BANANA. DIA</strong><br />
A CÂMERA DÁ UM PASSEIO PELA  LINDÍSSIMA ILHA DE CAVENDISH, ONDE PRIMEIRO VEMOS UM MAJESTOSO CASTELO E EM SEGUIDA O POVOADO ONDE INÚMEROS CAMPONESES TRABALHAM NAS PLANTAÇÕES DE BANANA.</p>
<p><strong>CENA 2 &#8211; EXT. CAVENDISH. DIA</strong></p>
<p>O jovem camponês Frederico acorda cedo com a luz do sol invadindo sua cabana muito humilde, com telhado improvisado com folhas de bananeira. Contrastando com a pobreza dele, o também jovem príncipe Lorenzo dorme num luxuoso quarto do castelo, com todo o conforto digno de um futuro rei. Frederico descasca uma banana e dá uma mordida preguiçosa, de quem não quer ir para a labuta. Cecília, a camponesa e mocinha da história, entra no quarto do amigo.</p>
<p>CECÍLIA – (ENTRA NA CABANA) Não está pronto, Fred?</p>
<p>FREDERICO – (COM POSTURA DE REI) Eu não nasci pra essa vida, Cecília!</p>
<p>CECÍLIA – Mas é a única que você tem! Corre, meu pai está vindo! Se ele pegar você assim de novo, te expulsa da vila!</p>
<p>Frederico veste uma sandália caindo aos pedaços e segue com Juca para o bananal. Nos corredores do castelo, as empregadas Inajá e Pacová preparam um banquete para o príncipe e vão até seu quarto acordá-lo.</p>
<p>INAJÁ – (BATE NA PORTA) Majestadeza!</p>
<p>LORENZO – Só mais cinco minutos!</p>
<p>INAJÁ – O galo cantarola a dez, alteza. O pobrezinho estás sem voz!</p>
<p><strong>CENA 3 &#8211; EXT. CAVENDISH/PLANTAÇÃO DE BANANA. DIA</strong></p>
<p>COM UMA MÚSICA IMPACTANTE AO FUNDO, ACOMPANHAMOS UMA LUTA DE ESGRIMA. NÃO VEMOS OS ROSTOS DOS LUTADORES, APENAS AS  SUAS MÃOS, ESPADAS E OS ÁGEIS MOVIMENTOS DE PERNA. UM DOS HOMENS LEVA UM CORTE NO BRAÇO E DEIXA A ESPADA CAIR NO CHÃO. SÓ ENTÃO VEMOS CÉSAR APONTAR A ESPADA PARA O IRMÃO LORENZO, QUE ESTÁ RENDIDO, DE JOELHOS.</p>
<p>CESAR – Olê!</p>
<p>LORENZO – Você venceu, César. (COM A MÃO SUJA DE SANGUE) Da próxima vez pode ser um pouco mais cuidadoso. (SAI DESOLADO)</p>
<p>CESAR – Numa batalha de verdade a morte não perdoa, meu irmão.</p>
<p>CAPITÃO HANS BURGUER SE APROXIMA.</p>
<p>CAPITÃO HANS BURGUER – Cesar, você está cada vez melhor! Meus cumprimentos!</p>
<p>CESAR – Lorenzo é um fracasso. Como é que um perdedor como ele pode ser o herdeiro de nosso império? Vou falar com meu pai, ele precisa fazer alguma coisa.</p>
<p>CAPITÃO HANS BURGUER – Vossa Majestade sabe que não há nada a fazer. Infelizmente, por um golpe do destino, o senhor é o caçula e não tem direito algum ao trono.</p>
<p>CESAR &#8211;  Tem que haver algum modo! E como você ousa falar assim com o seu rei?</p>
<p>CAPITÃO HANS BURGUER – Perdão, senhor.</p>
<p>CESAR – Onde está meu pai?</p>
<p>CAPITÃO HANS BURGUER – Em reunião com os donatários.</p>
<p><strong>CENA 4 &#8211; INT. CASTELO/SALÃO DE REUNIÕES. DIA</strong></p>
<p>O REI BÓRIS ESTÁ REUNIDO COM OUTROS 12 HOMENS NUMA MESA ENORME. A CONVERSA SEGUE NUM CLIMA TENSO.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>REI BÓRIS – Cem mil toneladas.</p>
<p>BURBURINHO GERAL DOS SENHORES DE TERRA.</p>
<p>REI BÓRIS – Qual o espanto, meus senhores?</p>
<p>BARÃO DE SABIÁ – Se Vossa Majestade me permite uma opinião&#8230; não sei se temos como dar conta de uma produção tão grande.</p>
<p>REI BÓRIS – Vocês nunca me decepcionaram, tenho certeza que não será dessa vez.</p>
<p>BARÃO DE SABIÁ – Assim nós teremos que aumentar e muito as horas de trabalho dos camponeses.</p>
<p>REI BÓRIS – E o senhor está preocupado com os pobres agora, Barão?</p>
<p>BARÃO DE SABIÁ – A palavra não é preocupação, mas diante&#8230; (CORTE)</p>
<p>REI BÓRIS – Chega, chega. Enjoei da sua voz. Faz tempo que o senhor tem se mostrado um belo de um cagão.</p>
<p>BÓRIS TOCA UMA SINETA. GUARDAS ENTRAM NO SALÃO.</p>
<p>REI BÓRIS – (PARA OS GUARDAS) Podem acompanhar este nobre senhor. Ele está demitido de suas funções.</p>
<p>BARÃO DE SABIÁ – &#8230;Majestade, por favor!</p>
<p>REI BÓRIS – Eu já tenho um substituto. Senhores, levantem-se para conhecer o novo companheiro de vocês.</p>
<p>OS HOMENS SE LEVANTAM.</p>
<p>REI BÓRIS – Condessa de Canárias.</p>
<p>SENHORES DE TERRA – (JUNTOS) Óh!!!</p>
<p>NO BURBURINHO, COCHICHAM COISAS COMO “MAS É UMA MULHER!”, “NÃO É POSSÍVEL!”, “QUE DAMA LINDA!”, “UM ABSURDO”, ETC.</p>
<p>CONDESSA – Boa tarde, rei. (ELA AJOELHA-SE E BEIJA A SUA MÃO) Boa tarde, senhores.</p>
<p>REI BÓRIS – Condessa de Canárias irá assumir um posto até então tido apenas como masculino. Nunca antes na história desta ilha vimos uma mulher ocupando um cargo tão alto em Cavendish. (PARA O ASSISTENTE) Puxa-saco real, por favor faça as honras e o juramento.</p>
<p>PUXA-SACO – Condessa de Canárias ficará responsável pela sétima parte de terra da ilha, o Condado de São Tomé.</p>
<p>CONFORME ELE FALA, SUA VOZ SE FUNDE COM IMAGENS DOS TRABALHADORES DO CONDADO DE SÃO TOMÉ, DO QUAL FAZ PARTE A FAMÍLIA DE CECÍLIA.</p>
<p>BÓRIS – Agora, por favor, façamos um brinde a este momento histórico.</p>
<p>UMA EMPREGADA PRÓXIMA AO REI ESTÁ AFLITA, DE MÃOS VAZIAS, SUANDO FRIO.</p>
<p>BÓRIS – O que acontece, imprestável?</p>
<p>INAJÁ – As taça sumiram, Vossa Majestadeza. A Rainha tava tomando seus bom drinks e&#8230;</p>
<p>BATIDAS NA PORTA. ENTRA O ANUNCIADOR.</p>
<p>ANUNCIADOR – Capitão Hans Burguer entrando.</p>
<p>BÓRIS – Eu quero uma explicação!</p>
<p>CAPITÃO HANS BURGUER – Vossa Majestade, Rainha Carmem fez de novo. Está desfilando de carruagem em praça pública e distribuindo para o povo todo nosso acervo de taças e talheres reais!</p>
<p>REI BÓRIS – (DÁ UM SOCO NA MESA) Macacos me mordam! Ela quer me arruinar? Tirem Carmem de lá imediatamente!</p>
<p><strong>CONTINUA DOMINGO QUE VEM!</strong></p>
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		<title>Bananas dia 05 de junho</title>
		<link>http://dramadiario.com/2011/05/bananas-dia-05-de-junho/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 17:18:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[REINO DE BANANAS]]></category>

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		<description><![CDATA[Queridos leitores, &#8220;Reino de Bananas&#8221; estreia dia 05 de junho. Até lá, confiram o diário de bordo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queridos leitores,</p>
<p>&#8220;Reino de Bananas&#8221; estreia dia 05 de junho. Até lá, confiram o <a href="http://dramadiario.com/2011/05/reino-de-bananas-capitulo-01/">diário de bordo</a>!</p>
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		<title>Reino de Bananas &#8211; Guia de bordo</title>
		<link>http://dramadiario.com/2011/05/reino-de-bananas-capitulo-01/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 17:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[REINO DE BANANAS]]></category>

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		<description><![CDATA[ARGUMENTO “Cavendish” é uma ilha riquíssima perdida no meio do mar famosa por ser a única produtora de bananas do planeta e, por isso, comercializa a fruta como ouro. Contam que num passado remoto, as terras foram amaldiçoadas por bruxas que foram aprisionadas no alto de uma torre escondida numa região desde então proibida, chamada <a class="leiamais" href="http://dramadiario.com/2011/05/reino-de-bananas-capitulo-01/">leia mais...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ARGUMENTO</strong></p>
<p>“Cavendish” é uma ilha riquíssima perdida no meio do mar famosa por ser a única produtora de bananas do planeta e, por isso, comercializa a fruta como ouro. Contam que num passado remoto, as terras foram amaldiçoadas por bruxas que foram aprisionadas no alto de uma torre escondida numa região desde então proibida, chamada Sigatoka Negra. Diz a lenda que se um dia as bruxas forem soltas as terras se tornarão inférteis e a ilha será destruída.</p>
<p>Para manter as bruxas adormecidas, faz parte da tradição da ilha oferecer uma vez por ano um cacho de bananas de ouro ao santo protetor de Cavendish. Comenta-se que existe uma espada capaz de matar as bruxas, mas que só pode ser retirada da terra por um príncipe com o sangue da rainha.</p>
<p>Quando a história começa o ganancioso rei Bóris já está há trinta anos no poder sem oferecer nada ao protetor da ilha, por debochar e desacreditar a lenda. Ele também faz exigências absurdas aos proprietários de terra que por sua vez descontam tudo nos camponeses.</p>
<p>O que Bóris não imagina é que seu filho mais velho Lorenzo, que ele criou a vida inteira para se tornar seu sucessor, na verdade é o bastardo. Ao engravidar uma das empregadas do Castelo e mandá-la matar de forma cruel, a parteira do castelo trocou os bebês e o filho legítimo da rainha, Frederico, foi levado embora para a aldeia e criado quase como um filho pelos camponeses Isaura e Juca. Já Lorenzo, o filho da empregada rejeitado por Bóris, é quem acabou levando uma vida de rei e virou o herdeiro da coroa.</p>
<p><strong>AS TERRAS DE CAVENDISH<br />
</strong></p>
<p>A ilha é dividida em 12 pedaços de terra, cada um deles governado por  um senhor diferente. Todos eles são nomeados e subordinados ao rei  Bóris.</p>
<p><strong>Sigatoka Negra </strong>é a região proibida, a décima terceira parte de  terra aonde estão aprisionadas as bruxas no alto de uma torre onde  apenas duas pessoas tem acesso: Maquiavel e o Padre.</p>
<p>A abertura de nossa novela tem a canção Chica Chica Boom Chic.</p>
<p><strong>PERSONAGENS</strong></p>
<p><strong>NÚCLEO FAMÍLIA REAL<br />
</strong></p>
<p><strong>Boris, o rei </strong>está no poder há trinta anos e é um imperador sem escrúpulos, ambicioso e que deseja tornar Cavendish o maior reinado do planeta. Sofre nas mãos de sua esposa Carmem e de Úrsula, a amante.</p>
<p><strong>Carmem, a rainha </strong>casou com Bóris contra vontade e faz de tudo para escandalizar o reino, fazendo desfiles de carruagem para os camponeses e distribuindo coisas da corte como talhares, tecidos e até mesmo jóias. É adorada pelo povo e mãe de dois filhos, Lorenzo e César.</p>
<p><strong>Lorenzo, o príncipe herdeiro</strong> é o mocinho da história e filho mais velho de Bóris e Carmem. Muito dedicado e responsável, não tem vocação para rei e gostaria de levar um vida diferente, já que tem um grande espírito de aventura. Se apaixonará pela camponesa Cecília e descobrirá que é filho de uma empregada do castelo.</p>
<p><strong>César, o mais novo </strong>é o vilão da história. Quer ser o rei de Cavendish, mas por ser o irmão mais novo e não ter direito algum à coroa, planeja assassinar o próprio irmão para o ocupar o seu lugar.</p>
<p><strong>Maria Helena, a louca</strong> é a mãe de Bóris e que vive trancada dentro de um quarto aos berros. Não sabem bem quando enlouqueceu, mas dizem que guarda um grande segredo sobre o passado da família.</p>
<p><strong>Condessa de Canárias</strong>, é a amante de Bóris que tenta tirar tudo do rei e o trata feito um escravo, já que é famosa por ser a mulher mais bonita de todo o reinado.</p>
<p><strong>NÚCLEO CASTELO<br />
</strong></p>
<p><strong>Maquiavel, o bruxo </strong>é o braço direito de Bóris e trabalha com vidência e estuda os astros. É o consultor do rei sobre o futuro e faz pesquisas misteriosas com ervas e bruxaria.</p>
<p><strong>Inajá e Pacová, as empregadas </strong>são as fiéis acompanhantes da rainha Carmem e cuidam de toda a organização do Castelo, que tem dezenas de cômodos.</p>
<p><strong>Capitão Hans Burguer</strong>, chefe das tropas é o comandante e responsável por todos os soldados do império, as tropas Banana Ouro, Prata, Água e Nanina.</p>
<p><strong>Oscar, o bobo da corte </strong>é o responsável por animar a corte em dias de festa e também melhorar o humor do rei Bóris com números que sempre terminam dando errado.</p>
<p><strong>Monalisa </strong>é a princesa do reino vizinho e prometida à Lorenzo. No entanto, ela tem fama de ser muito feia e ainda existe o boato que na verdade ela é um homem que foi criado como menina.</p>
<p><strong>NÚCLEO EXÉRCITO<br />
</strong></p>
<p><strong>Bananas ouro</strong>, o exército da corte. Solicitado apenas em situações extremas, já que tem as armas mais sofisticadas. Cuidam diretamente da proteção da Família Real.</p>
<p><strong>Bananas prata</strong>, cuida das defesas da terra e fronteiras</p>
<p><strong>Bananas d´água</strong>, é a marinha de Cavendish que vive sob a ameaça de ataques piratas.</p>
<p><strong>Bananas nanica</strong>, são guardas do dia à dia que cuidam da vida dos camponeses, cobram impostos, fazem a vigilância de locais públicos, etc.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>NÚCLEO CAMPONESES<br />
</strong></p>
<p><strong>Juca, o pai </strong>é um homem trabalhador que acorda muito cedo todos os dias e trabalha com a família nas plantações de banana. Sofre com as maldades de sua filha Helena.</p>
<p><strong>Isaura, a mãe </strong>é uma mulher dedicada à família, honesta e amorosa.</p>
<p><strong>Cecília, é a filha mais nova</strong> e mocinha da história. Sempre na companhia do melhor amigo Frederico, trabalha nas plantações com o papai e rouba da igreja da aldeia os livros do padre, já que sonha em um dia aprender a ler. Se apaixonará pelo príncipe Lorenzo.</p>
<p><strong>Helena, a filha mais velha </strong>e vilã da história, quer entrar para a corte de qualquer maneira e usará todos os meios para um dia ser rainha, um objetivo quase impossível e fará um pacto com as bruxas de Cavendish em troca de poder.</p>
<p><strong>Frederico, é um camponês órfão </strong>que foi cuidado como um filho por Isaura e Juca. É o melhor amigo de Cecília e apaixonado por Helena. Muito medroso e atrapalhado, não imagina que ele próprio é o verdadeiro filho do rei Bóris que foi trocado por uma das empregadas do castelo no passado.</p>
<p><strong>NÚCLEO BRUXAS DE CAVENDISH<br />
</strong></p>
<p><strong>Betty, a bruxa da Guerra</strong> colocará Cavendish em conflito com o reino vizinho.</p>
<p><strong>Abigail, a bruxa da Peste</strong> disseminará uma praga em toda a plantação</p>
<p><strong>Tituba, a bruxa da Cobiça </strong>espalhará o desejo pelo poder na ilha</p>
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		<title>Site reestreia dia 02 de maio com novo formato</title>
		<link>http://dramadiario.com/2011/04/em-seu-quarto-ano-site-reestreia-dia-02-de-maio-com-novo-formato/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Apr 2011 07:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[REESTREIA]]></category>

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		<description><![CDATA[O site Drama Diário está entrando no seu quarto ano de existência com uma nova proposta: Dramaturgia em série. Cada um dos sete autores irá atualizar o site com textos inéditos diariamente, mas aos invés de cenas curtas, com temas pré-definidos, os autores se lançam ao desafio da continuidade. Um capítulo por semana, sete histórias <a class="leiamais" href="http://dramadiario.com/2011/04/em-seu-quarto-ano-site-reestreia-dia-02-de-maio-com-novo-formato/">leia mais...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O site Drama Diário está entrando no seu quarto ano de existência com uma nova proposta: <strong>Dramaturgia em série</strong>. Cada um dos sete autores irá atualizar o site com textos inéditos diariamente, mas aos invés de cenas curtas, com temas pré-definidos, os autores se lançam ao desafio da continuidade. Um capítulo por semana, sete histórias diferentes, podendo resultar num roteiro de cinema, uma novela, um seriado, ou até mesmo numa peça de teatro.<br />
 <br />
<strong>O que é o Drama Diário?</strong></p>
<p>Sete dramaturgos com forte atuação na cena contemporânea carioca se reúnem com o objetivo de desenvolver um site para exercitar diariamente a escrita e disponibilizar textos para amantes de dramaturgia ou para o simples entretenimento dos internautas.<br />
 <br />
O resultado deste encontro é o Drama Diário, lançado em maio de 2008 no Ciclo de Leituras da Casa da Gávea/RJ e que desde então tem recebido grande destaque da imprensa e reconhecimento da classe artística, hoje contando com mais de 500 cenas publicadas e tornando-se o maior acervo dramatúrgico inédito da web.<br />
 <br />
Formado por Camilo Pellegrini, Carla Faour, Felipe Barenco, Henrique Tavares, Leandro Muniz, Renata Mizrahi e Rodrigo de Roure – sete autores atuantes da nova geração, todos com já alguma obra realizada.<br />
 <br />
Cada autor escreve em um dia da semana.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Felipe Barenco convida Danilo Marcks</title>
		<link>http://dramadiario.com/2010/12/felipe-barenco-convida-danilo-marcks/</link>
		<comments>http://dramadiario.com/2010/12/felipe-barenco-convida-danilo-marcks/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2010 04:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONVIDADOS]]></category>
		<category><![CDATA[LIVRE]]></category>

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		<description><![CDATA[Trecho da peça Eu preciso dizer que vou te amar, de Danilo Marcks. CENA 2 11h da manha. Sàbado de sol. Ipanema. O sol entra pela janela. No colcháo no chao, esta Veronica e Alex deitados desnudos. Roupas espalhas pelo quarto. O radio desperta.Toca bossa- nova. Alex desperta. Levanta. Procura um banheiro. Náo encontra.Olha pro <a class="leiamais" href="http://dramadiario.com/2010/12/felipe-barenco-convida-danilo-marcks/">leia mais...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dramadiario.com/wp-content/uploads/2010/12/dan.bmp"></a>Trecho da peça <strong>Eu preciso dizer que vou te amar</strong>, de Danilo Marcks.</p>
<p><strong>CENA 2 </strong></p>
<p><em>11h da manha. Sàbado de sol. Ipanema. O sol entra pela janela. No colcháo no chao, esta Veronica e Alex deitados desnudos. Roupas espalhas pelo quarto. O radio desperta.Toca bossa- nova. Alex desperta. Levanta. Procura um banheiro. Náo encontra.Olha pro colcháo. Admira Veronica que esta deitada desnuda. Ela desperta.</em></p>
<p>Alex – Você gosta de bossa nova?</p>
<p>Veronica – Que? (assustada, ainda despertando)</p>
<p>Alex &#8211; Bossa- Nova. Você gosta de bossa nova? Isso é bossa nova, não é?</p>
<p>Veronica – João Gilberto. Não. Vinicius, eu acho.</p>
<p>Alex – Eu gosto.</p>
<p>Veronica – Do Vinicius? (ela levanta)</p>
<p>Alex – De Bossa – Nova.</p>
<p>Veronica – Tô morrendo de dor de cabeça. (T) Qual seu nome mesmo?</p>
<p>Alex – Alex.</p>
<p>Veronica – Alex. A gente fez tudo?</p>
<p>Alex – Como?</p>
<p>Veronica – Se a gente fudeu…</p>
<p>Alex – Eu não lembro muito bem. Acho que não.</p>
<p>Veronica – Não??</p>
<p>Alex – Eu acho que eu tava muito cansado para isso.</p>
<p>Veronica  – (ela acende um cigarro) Quer?</p>
<p>Alex – Eu não fumo.</p>
<p>Veronica – Pensei que fumasse..</p>
<p>Alex – Digo cigarro.</p>
<p>Veronica – Entendo. (T) Quer alguma coisa? Quer beber alguma coisa, sei lá?</p>
<p>Alex – Eu queria minha cueca.</p>
<p>Veronica – Ah sim. (ela olha pro penis dele) Deve estar por aquí, em algum lugar (procurando sem graça pelos lençois).  Achei. Aqui.</p>
<p>Alex – Obrigado (ele coloca)</p>
<p>Veronica – Por que vocë ficou, esta, sei lá, nu, se não fizemos nada?</p>
<p>Alex – Eu não disse que não fizemos.</p>
<p>Veronica – Não?</p>
<p>Alex – Eu disse que eu acho que não fizemos nada porque estavamos cansados. Na verdade, eu estava cansado, mas não sei se nao fizemos ou nao. Mas se quiser, podemos fazer…</p>
<p>Veronica – O que?</p>
<p>Alex – Sexo</p>
<p>Veronica – Não disse que está cansado?</p>
<p>Alex – Eu disse que eu estava cansado. Não disse que estou cansado.</p>
<p>Veronica – Eu to morrendo de dor de cabeça</p>
<p>Alex – Entao não tem como fazer…</p>
<p>Veronica – O que?</p>
<p>Alex – Sexo.</p>
<p>Veronica – ( Ela coloca a roupa) Na verdade, você precisa ir.</p>
<p>Alex – Para onde?</p>
<p>Veronica – Para sua casa, ora.</p>
<p>Alex – Não posso ficar aquí?</p>
<p>Veronica – Aquí? Aquí onde? Na minha casa?</p>
<p>Alex – É. Só por hoje. Só mais uma noite.</p>
<p>Veronica – Mas por que eu deveria fazer isso?</p>
<p>Alex – Por que você parece ser uma pessoa bacana.</p>
<p>Veronica – E só porque eu pareço ser uma pessoa bacana, eu tenho que deixar você ficar aquí na minha casa?</p>
<p>Alex – Não que você precise, mas é que eu preciso.</p>
<p>Veronica – Como assim precisa?</p>
<p>Alex – Não posso voltar para casa. Na verdade eu nao tenho para onde ir.</p>
<p>Veronica – Deixa de brincadeira. Quer comer alguma coisa ou não?</p>
<p>Alex – Qual seu nome?</p>
<p>Veronica – Eu não te falei meu nome?</p>
<p>Alex – Que eu lembre não.</p>
<p>Veronica – Mais um motivo para você ir embora agora.</p>
<p>Alex – Por que?</p>
<p>Veronica – Porque eu não te conheço.</p>
<p>Alex – Prazer, Alex.</p>
<p>Veronica – Eu não iria trazer uma pessoa para minha casa, que nem meu nome sabe.</p>
<p>Alex – Eu só não sei porque voce náo me falou. Talvez não fosse necessário. (T) Voce só queria sexo mesmo…</p>
<p>Veronica – Quem disse isso?</p>
<p>Alex – Você.</p>
<p>Veronica – Eu disse isso? Quando?</p>
<p>Alex – Ontem.</p>
<p>Veronica – Eu disse que eu só queria fuder ontem?</p>
<p>Alex – Não. Não, assim não. Você não disse: Eu quero só fuder. Mas na verdade não precisava dizer nada</p>
<p>Veronica – Ora, por que?</p>
<p>Alex – Seu rosto já dizia tudo.</p>
<p>Veronica – (T) Olha tudo bem. Agora não importa, se a gente trepou ou não. O fato é que, você agora precisa ir para sua casa e eu preciso, sei lá, resolver mil coisas.</p>
<p>Alex – Que coisas?</p>
<p>Veronica – Voce não vai querer que eu te explique agora neh?</p>
<p>Alex – Nem o seu nome, eu posso saber?</p>
<p>Veronica – Agora?</p>
<p>Alex – Seria bom saber com quem eu transei ontem</p>
<p>Veronica – Você não precisa de um nome para saber isso. Você tem o meu rosto, não tem?</p>
<p>Alex – Você tem cara de Veronica.</p>
<p>Veronica- Que?</p>
<p>Alex – Eu disse que você tem a fisionomia de uma pessoa que se chama Veronica. Que você parece com alguém que se chama Veronica. Entendeu?</p>
<p>Veronica – Perfeitamente. (procurando a bolsa) Cadê minha bolsa?</p>
<p>Alex – Essa? (ele aponta)</p>
<p>Veronica – (ela abre e procura a carteira)</p>
<p>Alex – O que procura?</p>
<p>Veronica – Minha identidade</p>
<p>Alex – Eu não roubei.</p>
<p>Veronica – (pegando a identidade) Eu sei disso.</p>
<p>Alex – É Veronica não é? Acertei?</p>
<p>Veronica – Você esta brincando comigo não está?</p>
<p>Alex – (ele vai ate a janela) Eu gosto dessa música.</p>
<p>Veronica – Gosta?</p>
<p>Alex – Combina com o dia de hoje.</p>
<p>Veronica – (ela vai até a janela) Tá um dia lindo mesmo… Olha esse mar.</p>
<p>Alex – Eu lembro que quando eu era pequeno, eu gostava de vir aquí para praia para brincar na areia, sabe? Eu gostava de correr na areia. De sentir a areia nos meus pés. Tinha varias crianças que choravam, que esperniavam para não colocar os pés na areia. Comigo não. Comigo as coisas sempre foram muito diferentes. Eu gostava de sentir algo estranho no meus pés. De sentir aqueles pequenos graos (T). Olha lá que gostoso, aquelas pequenas crianças brincando na areia. Estão felizes.</p>
<p>Veronica – Parece que sim. Sim. Estão aparentemente felizes. Eu não gosto tanto da areia assim. Acho que fui uma dessas crianças que choravam quando a máe colocava nossos pès na areia. Era incomodo para mim. Eu gostava de sentir o mar. De sentir a onda batendo nos meus pès. Indo e voltando. E voltando sempre diferente. De sentir o barulho. Chuaaaa. Chuaaaa. O cheiro de sal. E o barulho que faz. O cheiro e o barulho. Gostava de sentir batendo na minhas pernas. E quando vinha mais forte, sentir os meus joelhos um pouco mais gelados.</p>
<p>Alex – Eu gosto disso também. Mas gosto de sentir depois que os meus pès estáo quentes por causa do sol e do calor que faz na areia. Sentir aquele frescor nos pès. E um bom mergulho. (T) Vamos dar um mergulho?</p>
<p>Veronica – Agora?</p>
<p>Alex – É, o mar parece estar uma delicia. Vamos?</p>
<p>Veronica – Mas, sei lá. Eu nem sei muito bem quem è voce. Eu não sei se devo. Eu tenho coisas para fazer. Eu…</p>
<p>Alex – Eu te carrego no colo para não sentir a areia quente nos seus pés..</p>
<p>Veronica (ela ri) – N~\o è isso. O sol deve estar forte. Muito forte. Estou muito branca. Sou muito branca.</p>
<p>Alex – É só um mergulho. Voce não usa esse mar?</p>
<p>Veronica – Quase nunca. Na verdade, nunca.</p>
<p>Alex – Voce não disfruta dessa paisagem? Fica só como um quadro aquí no seu quarto? Que desperdicio. Se eu tivesse um quadro desse na minha casa, eu entraria dentro dele sempre. Eu mergulharia todo dia. Eu sentiria o mar todo dia.</p>
<p>Veronica – Talvez você tenha razão. Talvez eu deveria aproveitar mais.</p>
<p>Alex – Vamos?</p>
<p>Veronica – Eu… Eu… Não sei.(T) Tá. Pode ser. Preciso colocar protetor.</p>
<p>Alex &#8211; E um biquine. Ou vai assim? Desnuda?</p>
<p>Veronica – Ai meu deus. È verdade. Eu…</p>
<p>Alex – Eu te espero.</p>
<p><em>Luz apaga</em></p>
<p><strong><a href="http://dramadiario.com/wp-content/uploads/2010/12/danilo.jpg"></a><a href="http://dramadiario.com/wp-content/uploads/2010/12/danilo1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2032" title="danilo" src="http://dramadiario.com/wp-content/uploads/2010/12/danilo1.jpg" alt="" width="250" height="230" /></a>Danilo Marcks</strong> começou seu contato com o teatro aos 15 anos. Aos 18, ingressou na faculdade de jornalismo, onde se especializou em Rádio e TV, seguindo carreira como repórter, radialista e apresentador em rádios do Estado do Rio. Danilo também foi colunista de uma revista eletrônica, comentando sobre TV e Teatro. Aos 22, voltou aos palcos como ator em cursos de improvisações. Aos 23 ingressou na faculdade de Artes Dramáticas se formando pela <em>UniverCidade</em>. Atuo como ator nas peças: <em>A idéia de um teatro</em>, <em>Migramor</em>, <em>Os sonhos nossos de cada dia</em>, <em>Rapunzel</em>, , <em>Despertar</em>, <em>Os 7 gatinhos</em>, <em>Perdoa-me por me traíres</em>, <em>Solidao nos campos de algodao</em>, <em>Leila Baby</em> e <em>Quando as máquinas param</em>. Depois o jornalista, investiu sua carreira na dramaturgia com as peças escritas: Eu não sei dançar, da qual ganhou prêmio como autor revelação no <em>Festival de Teatro de Macaé</em>, <em>Despertar</em>, <em>Três Cigarros, sexo e chocolate com leite</em> , e o infantis, <em>Presenteie o Natal com o seu melhor</em> e a <em>Magia está no Ar</em>, que fez parte do <em>Projeto Caravana Iluminada Coca-Cola 2008 e 2009</em>. Nesse mesmo ano, o autor e ator, realizou o roteiro dramatúrgico do projeto <em>Conexões-Francesas</em>, que esteve em cartaz na Casa Rosa, no Sesc Tijuca. Atualmente, Danilo Marcks se encontra em Buenos Aires-Argentina, onde finaliza o curso de<em> Investigaçao Atoral e Dramaturgia</em>, com sua nova obra: <strong>Eu preciso dizer que vou te amar</strong>. Uma das características do trabalho do autor é buscar referências em filmes, livros e também entrevistando pessoas reais e afins aos seus personagens. Contato do autor: <a href="danmarksbr@gmail.com">danmarksbr@gmail.com</a></p>
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		<title>O primeiro vídeo a gente nunca esquece</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 16:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[LIVRE]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fHTDkZHtGxE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fHTDkZHtGxE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Proibido parar</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 05:31:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[LIVRE]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse vídeo merece ser compartilhado por todos nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse vídeo merece ser compartilhado por todos nós.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rWwEaTYddOo?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/rWwEaTYddOo?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Amizade</title>
		<link>http://dramadiario.com/2010/10/amizade/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Oct 2010 13:04:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[LIVRE]]></category>

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		<description><![CDATA[A amizade é um namoro sem sexo. Ok, nem sempre. Mas esta é outro tipo de amizade, é a amizade colorida. Vamos falar de nós, amigos. Vamos falar sobre as nossas almas gêmeas, aqueles que guardamos do lado esquerdo do peito, aquele seu amigo de fé e irmão camarada. Amigo todo tem, todo mundo é. <a class="leiamais" href="http://dramadiario.com/2010/10/amizade/">leia mais...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A amizade é um namoro sem sexo. Ok, nem sempre. Mas esta é outro tipo de amizade, é a amizade colorida. Vamos falar de nós, amigos. Vamos falar sobre as nossas almas gêmeas, aqueles que guardamos do lado esquerdo do peito, aquele seu amigo de fé e irmão camarada.</p>
<p>Amigo todo tem, todo mundo é. Não existe mocinha de novela que não tenha a sua melhor amiga ao lado, cúmplice e conselheira para todos os momentos, disposta a ouvir as lamúrias e ajudar a protagonista a fugir das enrascadas do vilão. E o vilão, ele também, nunca está sozinho. Ele sempre terá o seu amigo, o seu cúmplice na hora de bolar os planos mais ordinários. Vilão que conquista seu objetivo e não tem com quem brindar no final… isso sim, é castigo.</p>
<p>A amizade é um namoro. E como todo namoro, começa com uma paquera. Assim como nos casos mais ardentes, muitas amizades nascem de uma antipatia gratuita. Você começa odiando, de graça, aquela menina que senta lá no canto direito da sala e por ironia do destino, depois que a formatura chega e a turma se separa, foi justamente aquela amizade que ficou pra contar história. Outras amizades nascem de uma empatia imediata, como o famoso amor à primeira vista. Você se identifica imediatamente com o outro e em cinco minutos de papo, é como se você fosse amigo daquele desconhecido desde quando era criança. Amizade que começa morna geralmente não dá em nada. Um verdadeiro amigo ou nasce com um beijo, ou nasce com um tapa. Muitas amizades começam com um amor platônico, um desejo sexual, um tesão enrustido. Você deseja o outro.</p>
<p>Você, amigo leitor, provavelmente também tem seus amigos de infância. Que você fez, sei lá, quando tinha 5 anos e que morava na sua rua. E que só virou seu amigo porque ele era o filho da amiga da sua mãe. São aquelas amizades que dizem muito sobre você, são como uma espécie de memória viva e ambulante de quem te conheceu na época que você tirava meleca do nariz na frente do outro sem o menor pudor e achava aquilo tudo engraçado. Vocês riam disso juntos. Dizem que sempre que perdemos nossa identidade e noção de quem éramos, devemos recorrer aos velhos amigos. Eles são o nosso espelho mais fiel. Daí o tempo passou, os dias correram e aquela amizade diária, em que você dividia os carrinhos ou as bonecas, ficou no passado. Ou não. É muito provável que hoje em dia vocês continuem amigos e as mães de vocês, essas sim, é que não se falem mais. Amizade tem disso. Às vezes você apresenta o seu amigo para o amigo do seu amigo…. e não é que eles nunca mais se desgrudaram?</p>
<p>A vida é feita de fases. E podemos contar e dividir essas fases pensando nos amigos que fizeram parte dela. Na infância eu vivi cercado pelo Vinícius, no colégio era o Léo, no terceiro ano foi a Kate, na faculdade…. cada época da nossa vida pode ser lembrada por aquela convivência intensa e diária de pessoas que dividiram, cresceram e aprenderam juntos. Amigos crescem juntos. Só que as fases, porque são fases, passam. E aí aquele amigo de infância, tão constante, simplesmente sumiu na fase do colégio. Aquela presença tão marcante durante cinco anos consecutivos da sua vida simplesmente deixa de existir. Ao mesmo tempo ela esta ali, fincada em algum lugar do passado, que vai ser impossível não ouvir aquela música e lembrar do outro, rir de uma piada interna e sentir uma nostalgia tão grande, tão profunda… que vai te fazer pensar: “Amigo como aquele, nunca mais”. Você é fruto e resultado daquela convivência também. Por quê os amigos se afastam? Será que não éramos tão amigos assim?</p>
<p>Uma amizade acaba? Amizade se termina? Nós desejamos, porque somos humanos, e este é um desejo legítimo e honesto, de estarmos acompanhados e protegidos. Algumas amizades, tão intensas, são interrompidas no auge. É aquele seu melhor amigo que foi viajar… e, nossa, meu Deus!, como é que vou ficar sem ele? É o amigo que vai embora quando falece. E deixa aquele monte de memórias e sensações e um desespero tão grande e uma vontade tão intensa de ter vivido um pouquinho mais junto… e não ter brigado tanto. Ou ter brigado mais, sei lá. Porque um amigo que vai embora, quando é amigo de verdade, leva um pouquinho da gente também. Só que isso é bom. Quando ele carrega algo de nós, não está nos roubando uma parte ou deixando um espaço vazio… está apenas multiplicando e compartilhando ainda mais um pouco de nós mesmos.</p>
<p>Amigos sentem ciúme, isso é natural. Outros amigos sentem muito, muito, muito ciúme. É como se para cada amigo novo que chegasse, junto viesse a ameça de perder território, de ser menos amado, de ter que dividir a atenção – e, ora essa – “Eu o conheço há muito mais tempo!” Ah, isso é insegurança. E nós somos inseguros. E não se preocupe, o seu amigo vai entender.</p>
<p>Hoje, talvez, você não fale mais com algum grande amigo… talvez por ter se sentido traído ou enganada, ou por ter ouvido o que não quis ou ter falado sem pensar, ou ter agido por impulso. E algumas amizades terminam sim. Infelizmente deixam de fazer sentido, perdem a cor. Nunca mais voltam a ser a mesma.</p>
<p>A amizade, entendemos, começa com uma paquera, vira namoro e acaba em casamento. E um casamento só com a parte boa. A cobrança, numa amizade, é diferente. É mais leve, é mais compreensiva, é mais amiga mesmo. Porque um amigo, na verdade, só quer perceber o outro feliz. A amizade compartilha amor. E existirão, sim, aquelas amizades que vão durar a vida inteira. Os mais velhos concordarão comigo, embora digam que depois dos 40 não se façam mais amigos de verdade. Para os mais novos fica a surpresa: quais serão aqueles que vão resistir ao tempo? Por que alguns amigos fazem sentido durante a vida inteira e outros só em uma parte dela?</p>
<p>E porque será que aquele meu melhor amigo, depois de voltar de viagem, é um completo desconhecido? É tanta história pra contar que, ao invés de passarem 48 horas ininterruptas conversando, vocês não conseguem trocar uma palavra? E porque será que, em outros casos, você fica três anos sem falar com o amigo e quando o vê, é como se ele tivesse saído ontem de casa para ir à padaria e a intimidade é absolutamente a mesma?</p>
<p>Eu tenho mesmo que ter um melhor amigo? Ou eu posso ter melhores amigos, sem classifícá-los? Bem, na verdade nós podemos tudo. Amor não se mede. O amor nos surpreende. Pense que foi assaltado. Ou que acabou de ser despejado de casa. Quem vem a sua mente como primeiro socorro? Nós somos instintivos, intuitivos e buscamos proteção, calor. Amigos de verdade estão alí. É aquele velho clichê do “liguei 4 horas da manhã precisando de ajuda e em cinco minutos ele estava lá em casa”. Os melhores amigos são clichês. Quem os tem, entende o que eu estou falando. Sabe aquele amigo em que a cumplicidade é tanta que numa simples trocar de olhar você dá o recado, entende o que o outro respondeu e, depois, juntos, morrem de dar risada? Que delícia é pensar em ligar para aquele amigo, pegar o celular e ele te ligar na hora… são dessas coincidências que nos fazem pensar que amizade é sintonia.</p>
<p>Ah, importante. Eu estou falando de amigos mesmo. Não os colegas. São os amigos. Você entendeu, né? Quando você for capaz de não se constranger com o silêncio do outro, talvez você tenha acabado de ter feito uma amizade de verdade.</p>
<p>Amigos… muitas vezes não os escolhemos, mas somos escolhidos. Alguns não lhe darão espaço pra pensar e vão entrar na sua vida sem pedir licença. Outros serão mais delicados… e quando você perceber, já não consegue ficar longe daquela pessoa que, até então, não fazia a menor diferença na sua existência. Amigo pode ser pai, pode ser namorado, pode ser ex-namorado, pode ser um antigo inimigo mortal, o vendedor de picolé, o seu próprio filho. Isso pode parecer óbvio, mas não é. Amizade não existe por princípio. Existe por afinidade. E necessidade também. As pessoas se percebem pela energia. Amizade é um troca natural, espontânea como toda boa relação na vida. Mas as amizades, por mais lindas que sejam, por mais fortes que pareçam, exigem um cuidado diário. Amizades são carentes de atenção e não permitem o comodismo. Se você for negligente, a amizade enfraquece. E como a amizade é feita de dois, quando um perde, o outro sente.</p>
<p>Aproveite o que a amizade tem de melhor. Tire proveito de estar ao lado de uma pessoa que te ama pelo simples desejo de te amar. Não tenha vergonha de chorar nem de ligar porque está sentindo saudade. Amigos erram. Sejamos mais compreensivos e mais leves. Vamos ouvir as palavras de nossos grandes amigos, pois no fundo, é muito provável que eles tenham toda razão. Amigos, os amigos mesmo, nunca vão te ferir por maldade. Os amigos mais profundos, aqueles mais complexos, não terão medo de machucá-lo por amor. Nem sempre estamos preparados para receber uma palavra mais cruel, mas pode ter certeza… amigos só nos desejam o melhor.</p>
<p>Amizade, a gente imagina, é uma forma despretensiosa de falar de amor. Que linda e maravilhosa é a nossa existência, tão cheia de momentos marcantes, em que podemos compartilhar as alegrias e tristezas com outras pessoas. Esse é o milagre da vida. Falar de amigos é uma maneira dos mais descrentes acreditarem em anjos. E sabermos que não estamos sozinhos aqui.</p>
<p>Impossível não ter lido este texto e não ter pensado em tantos amigos que fazem e fizeram parte da nossa vida. Pois alegre-se… a imagem mais linda, que na minha opinião traduz a amizade, é aquela de que quando morrermos, serão nossos verdadeiros amigos que nos receberão no céu.</p>
<p>Dedico este texto a todos os amigos do mundo.</p>
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		<title>Almoço na casa de Mauá</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Oct 2010 09:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[ALMOÇO]]></category>

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		<description><![CDATA[Trecho de &#8220;Meu caro amigo&#8221;, com Kelzy Ecard no papel de Norma, uma professora de História apaixonada por Chico Buarque. 2. O golpe de 64 (ASSOBIANDO) Eu ia pro lado do meu pai tentando assobiar também e ele ria à beça. Logo depois daquele Festival de 66, meu pai meu deu o primeiro LP do <a class="leiamais" href="http://dramadiario.com/2010/10/almoco-na-casa-de-maua/">leia mais...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Trecho de &#8220;Meu caro amigo&#8221;, com Kelzy Ecard no papel de Norma, uma professora de História apaixonada por Chico Buarque.</em></p>
<p><strong>2. O golpe de 64</strong></p>
<p>(ASSOBIANDO) Eu ia pro lado do meu pai tentando assobiar também e ele ria à beça. Logo depois daquele Festival de 66, meu pai meu deu o primeiro LP do Chico. “Filha, pra você começar a sua coleção”. (NORMA DESEMBRULHA O PRESENTE) Chico Buarque de Hollanda, 1966. Eu e meu pai discordamos em quase tudo a vida inteira, ele nunca foi um exemplo de ideologia, mas era carinhoso à maneira dele. E me enchia de discos e livros. O grande sonho dele era ter entrado para a Aeronáutica, não podia ver um avião que os olhos brilhavam&#8230; Meu avô é quem não deixou e ele acabou virando funcionário público. Mas ele seguiu a carreira militar lá em casa, comigo e com a mamãe. Ele era autoritário, botava norma em tudo, até em mim, né? Eu costumo brincar que eu sou a melhor norma do meu pai.(RINDO)</p>
<p><strong>Valsinha | 1970<br />
</strong>Chico Buarque | Vinícius de Moraes<br />
Executada</p>
<p><em>Um dia, ele chegou tão diferente<br />
do seu jeito de sempre chegar<br />
Olhou-a de um jeito muito mais quente<br />
do que sempre costumava olhar<br />
E não maldisse a vida tanto quanto<br />
era seu jeito de sempre falar<br />
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto,<br />
convidou-a pra rodar</em></p>
<p>Ele chegou em casa cantando, com um chapéu da Aeronáutica velho na cabeça pendurado de bêbado e abraçou a mãe. Me pegou no colo, beijou a mãe, me rodou no ar&#8230; Eu dancei em cima dos pés dele. (NORMA DANÇA COM O PAI)</p>
<p><em>E então ela se fez bonita<br />
como há muito tempo não queria ousar<br />
Com seu vestido decotado cheirando a guardado<br />
de tanto esperar<br />
Depois os dois deram-se os braços<br />
como há muito tempo não se usava dar<br />
E cheios de ternura e graça,<br />
foram para a praça e começaram a se abraçar</em></p>
<p><em>E ali dançaram tanta dança<br />
que a vizinhança toda despertou<br />
E foi tanta felicidade<br />
que toda cidade se iluminou<br />
E foram tantos beijos loucos,<br />
tantos gritos roucos como não se ouvia mais</em></p>
<p><em>Que o mundo compreendeu<br />
E o dia amanheceu<br />
Em paz</em></p>
<p>E o dia amanheceu em guerra. Primeiro de abril de 1964, um dia depois do golpe e meu pai comemorando. “Amanhã vai ser outro dia!”, o pai citaria o Chico sem saber.</p>
<p><strong>3. Família</strong></p>
<p><em><a href="http://dramadiario.com/wp-content/uploads/2010/10/009.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1771" title="009" src="http://dramadiario.com/wp-content/uploads/2010/10/009-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A família reunida na mesa do almoço. O pai de Norma e Tio Virgílio discutem, intermediados por Glorinha.</em></p>
<p>- “Amanhã vai ser outro dia! Agora sim, o Brasil vai melhorar! A revolução vai salvar o Brasil”. (CANTA) “Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte&#8230;”!</p>
<p>- &#8220;Revolução&#8230; Que revolução?!&#8221; O Tio Virgílio inconformado. Tio Virgílio era marido da Tia Glorinha, que era irmã do meu pai. &#8220;Glória, você pode dizer pro seu irmão que revolução o povo participa? Foi golpe! Gol-pe!&#8221;</p>
<p>- “Chega&#8230; Chega! Virgílio, deixa de ser criança, chega! Brigadeiro, vem comer, Brigadeiro!”</p>
<p>A tia, pra implicar, só chamava meu pai de Brigadeiro.</p>
<p>“Volta pra mesa”.</p>
<p>E todo almoço era assim. Papai e Tio Virgílio começavam a falar de política, os dois ficavam irritados e então meu pai pegava o prato dele e ia comer separado. “Que eu não vou almoçar com um comunista!”. Mas como os dois torciam pelo Botafogo&#8230; logo já tinham feito as pazes.</p>
<p>“Botafogo, Botafogo<br />
Campeão desde 1910”</p>
<p>Não há convicção política que resista ao futebol. (RI)</p>
<p>Minha família era uma farra. O pai trabalhava pro governo como fiscal e meu avô era envolvido com jogo do bicho. A tia Glorinha dançava conforme a música, “Vâmo votar no prefeito da Arena, senão o governador não vai dar dinheiro nenhum pra ele” e o Tio Virgílio, era do Partidão. Até o dia que o Tio Virgílio sumiu, eu fiquei muito assustada. A tia Glorinha dizia pra todo mundo que o governo “Deu um sumiço nele, o governo pegou o Virgílio, meu Deus!”. Mas hoje eu sei que a Tia Glorinha se aproveitou que o bicho tava pegando com a ditadura e inventou essa história porque não queria admitir que foi abandonada. A clássica história do “foi comprar cigarros e não voltou”. Porque parece o Tio Virgílio foi visto um tempo atrás lá em Recife, no Galo da Madrugada, dançando frevo e abraçado com uma morena.</p>
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