Nada que eu disser será suficiente até que o sol se ponha
Com a colaboração de Elisa Pinheiro
a: Arrogante. Adjetivo masculino e feminino. Que tem ou denota arrogância. Arrogância. Substantivo feminino. Altivez, insolência, orgulho, presunção.
Ela: Exatamente!
Ela: Não queria que você chegasse a esse ponto.
Ela: Opa! Isso é um bom sinal! Estamos chegando lá!
Voz: A Janela aumentou ainda mais de tamanho.
A Outra: O que será que tem lá fora?
Voz: A Janela aumentou mais, no tamanho suficiente para uma pessoa passar.
Ela: Vamos?
Ela: Quem é você?
FIM
Bruxarias urbanas
Trecho do espetáculo “Bruxarias Urbanas” , texto que escrevi em 2006, onde uma cidade é sitiada por conta de uma epidemia de autocombustão.
Na cena, Valentina Clark entrevista Oráculo, uma vidente picareta que jura ter conhecido Helena Elvira, a primeira mulher a entrar em autocombustão na cidade e que pode solucionar o misterioso caso da epidemia.
(Encruzilhada de Oráculo. Câmera, ação!)
Valentina: ( sempre apática) Aqui é Valentina Clark diretamente do “Aconteceu comigo”. Estou aqui com Oráculo, vidente profissional, que diz ser a testemunha da autocombustão de Helena Elvira. A senhora presenciou de fato essa primeira manifestação?
Oráculo: (sorrindo débil) Eu estou muito abalada com tudo que está acontecendo em toda cidade, mas esteja onde estiver, Helena está olhando pra nós agora com seu coração imenso!
Valentina: Então, a senhora era muito amiga dela?
Oráculo: Eu conhecia a alma desta mulher! Quando ela botou os pés em minha encruzilhada eu logo vi: um espírito evoluído.
Valentina: Então a senhora desmente os rumores de que Helena teria sido possuída por satã?
Oráculo: Pura bobagem! Helena era um ser iluminado demais para ser compreendido neste sistema.
Valentina: Que sistema?
Oráculo: Nesse sistema.
Valentina: Então, seria o estresse a real justificativa para o ocorrido?
Oráculo: Valentina, se estresse fizesse uma pessoa pegar fogo, o que teria de fogueira humana por aí…
Valentina: Então sabe o que teria acontecido realmente?
Oráculo: Claro!
(pausa)
Valentina: Então, o que teria acontecido realmente?
Oráculo: O que teria acontecido realmente está escrito aqui no meu livro, (mostra o livro) “Oráculo por Oráculo”, que está sendo lançando na próxima quinta. Aqui você encontra a verdadeira Helena, sem máscaras, sem mentiras! O livro é bárbaro!E não é só isso: Na compra de um exemplar você leva inteiramente grátis a “chama da revelação”: Uma bonequinha feita de papel, que ao colocá-la no fogo, por dentro se revela um sábio dizer chinês. Um singela lembrança em memória desse ser único chamado Helena Elvira, que afinal de contas foi a pioneira na autocombustão.
Valentina: Então a senhora não nos revelará nada do que realmente aconteceu com Helena Elvira?
Oráculo: Não. (sorri) Compra o livro.
Valentina: Helena teria pegado santo.
Oráculo: Não é “pegar santo”, Valentina, é “manifestar uma força espiritual superior”! E hoje em dia ta tudo muito moderno. Tem até jogo de búzios via Internet, sabia? Helena está mais que conectada com seu tempo.
Valentina: (na mesma naturalidade) E a senhora não acha toda essa gente estúpida por acreditar num absurdo como este?
Oráculo: (pausa reflexiva) Não.
Valentina: (natural) Por que?
Oráculo: O povo tem a necessidade de acreditar em alguma coisa. E como diria o poeta: a fé toca o gado.
Valentina: E a senhora não se acha oportunista por estar se aproveitando dessa situação cobrando por um dom que lhe foi dado?
Oráculo: (violenta) Valentina, eu não moro numa cabana no meio do mato catando runas e falando em línguas… O mundo ta aí! A sociedade ta aí! Ta tudo aí!
Valentina: Fontes seguras afirmam que Helena Elvira nem nunca botou os pés em sua encruzilhada e que tudo não passa de cambalacho da senhora. A senhora confirma?
Oráculo: Não me ofenda! Eu sou uma profissional! (vai saindo)
Valentina: (persegue com o microfone em punho) A senhora quer ou não quer dar o golpe?
Oráculo: Me deixa em paz!
Valentina: Como teria realmente morrido Helena Elvira???
Oráculo: (grita) Ta no livro!!!
Valentina: Tudo isso, na verdade, não passa de mais um embuste do capitalismo selvagem?
Oráculo: (volta-se furiosa) (Profética) Desgraça para ti! Para seus filhos e os filhos de seus filhos! A vida vai de ré e nunca para frente, como uma ferida no céu da boca que não sara nunca! Tu vai definhar, diminuir, doença sem cura! Filha da mula que pariu o medo, tormenta escura sem eira e nem beira. Tudo o que roda pára. Tudo o que anda pára. Tudo o que cresce pára. Ciclo de dor e sofrimento que como a lua minguante varia e se inicia e finda, finda e se inicia e vice- versa! Pagarás! Pagarás!!!! (gargalha , queimando viva, vitima da epidemia.)
Valentina: (natural) Então meus amigos, momento de muita emoção aqui na encruzilhada da Oráculo. Acompanhamos ao vivo, a sua autocombustão. Porém caímos num profundo abismo,. O que teria realmente levado Helena Elvira para a morte? Seria Helena Elvira a chave de todo esse mal? Eis a pergunta que não quer calar. Aqui é Valentina Clark direto para o “Aconteceu comigo” (A câmera é desligada. Breve pausa. ) Meu dente ta sujo?
(e por aí, vai…)
Sim ou não?
E para quem ainda não viu essa encruzilhada real (indicação de Leandro Muniz!), divirtam-se!
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Adormecida redux
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prelúdio…
Encontrei o meu maior amor em sonho
e nunca mais o vi………………..
Das pessoas todas da TERRA de todos os TEMPOS…
A conjunção mais perfeita, encaixe único…
TRÊS existiram apenas. Um deles, com esperança, ainda hoje. (22 set 2009, 13:14)
O primeiro foi ourives na Pérsia antes do Deus Menino nascer ali perto.
Se esse homem que esperou romance durante toda a vida inutilmente…
Enganado, misturando sua carne com homens e mulheres de diversos credos.
Uns mais pecadores e outros menos.
Se ele me visse descendo a rua do mercado, e eu a ele…
O sol da Babilônia castigando o corpo ávido…
Ele se apaixona por mim e eu junto num segundo tão inteiro,
capaz de destroçar um coração mais desatento.
O cheiro do sovaco sujo chega antes, do outro lado da cidade.
Por isso se banhou em perfumes, me esperando.
Seu sabor, preso numa teia de aromas.
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Mesmo assim, no meu instinto, a certeza de que é ele.
Quando o vento muda, sinto em mim o calor impresso de sua pele.
Perfeitos um para o outro, e afastados por milênios…
Arrastados muitos anos na distância.
Deus permitiu que nos encontremos
Em sonho, e apenas uma vez.
E assim foi… >>>

primeiro ato…
DESEJO EM SEU ESTÚDIO ONÍRICO QUE TEM O FORMATO DE SEU PRÓPRIO CORPO. ELA SAI DE TRÁS DE UMA PESTANA QUE PARECE MAIS UMA CORTINA ROJA.
Bem vindos ao gostosinho programa” Desejo de Viver”… onde viver nunca é demais!
Sorte também nunca é demais, dona Desejo!
Alguém te perguntou, bafo de ovo?
(AVACALHADA) Bafo? Eu?
Vamos a primeira prova…
(INCONFORMADA) Eu tô com bafo?
Cala a boca. Ela tá falando.
Hoje, minha gente, a melhor caracteriza?
?ão e dublagem de Bethania ganhará… o quê Joyziene?
Esse lindo conjunto de pano de pratos.
Que belo! E foram bordados a mão? Né verdade?
Com certeza, Dona Desejo! Vieram direto da Bahia. E as bordadeiras morreram todas num confronto de terras. Esse estilo de ponto cruz só tem naquela região e agora, nem lá mais.
Taí! Isso que é um premio bom! Ponto extinto cruz, só em “Desejo de Viver”
Além da vida. É claro. Só quem vence vai viver, e quem viver, verá.
A vida desses dois não vale nada. O que morrer é um favor que faço.
Mas,,, mas,,, mas,,, mas,,, mas,,,
Enguiçou a vitrolinha?
Mas,,, eu quero viver!
Então viva! Pra viver, basta estar aí! Respirando igual sanfona! Poderias afirmar que aproveitas a vida?
Er… sim.
Manda pra caracterização, Joyziene!!! E o outro cadê? (VÊ) Nossa. De que forno à lenha saiu essa lasanha, minha gente? Qual seu nome, rapagão?
…………………..?
Produção!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mandaram um surdo, porra?! Já me bastava a ceguinha domingo passado!!! (essa piada infame é em homenagem à Renata. !Feliz cumpleaños, Rê!)
Não é surdo, dona Desejo. Ele é persa!
Ah! Mas vocês também não explicam!!!
DESEJO COLOCA UM VÉU E SE APROXIMA DO PERSA, SOLÍCITA.
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DESEJO ARRACA O VÉU DO ROSTO NUM MOVIMENTO ESDRÚXULO.
Joyziene! Bota figurino no turco!!!
Sim senhora, dona Desejo.
Sem mais delongas!!! Preparados?! Lip sync for your life!!!
EU E RAPAZ PERSA SOMOS OBRIGADOS POR UMA JOYZIENE ARMADA A DUBLAR BETHÂNIA…
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ENTÃO ACORDEI.
Continua numa encruzilhada futura…
Ouro de tolo ou As time goes by
(diva) Olá! Boa noite! Obrigada pelo carinho! Ah, sobre o meu casamento desfeito…
(entra ao fundo a música “as time goes by” fundindo com a imagem da cena final de do filme Casablanca com Maria no papel de Ilsa. http://www.youtube.com/watch?v=cfxJCdBFuLk)
Maria: Não, Richard. O que aconteceu com você? Ontem à noite você disse…
Richard: Ontem à noite falamos muitas coisas. Pensei muito desde então. A solução é uma só. Você vai pegar aquele avião. Que é o que deve ser.
Maria: Você só está me dizendo isso para que eu vá embora.
Richard: Estou dizendo porque é verdade. Lá no fundo nós dois sabemos que você deve ficar com Victor. Se o avão partir e não estiver com ele irá se arrepender. Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas logo. E pelo resto da sua vida.
Maria: Mas, e nós?
Richard: Nós sempre teremos Paris.
(Luz sai em fade com a música “as time goes by” . Luz abre Maria está numa sala fina com uniforme de faxineira. Segurando um espanador como microfone. Pisa no tapete que James está limpando)
James – Ô minha filha, dá licença!
Maria – Ai desculpa!
James – Desculpa! Presta atenção! Se você não é capaz de fazer o seu trabalho não venha atrapalhar. Sai de cima do tapete! Inferno! Eu estou cercado de incompetentes! Vou ter que carregar você e o tapete agora? Você quer me dar uma hérnia de disco?
Maria – Não!
James – Ah, não quer? Não parece…
Maria – Eu… é… desculpa! Desculpa!
James – Você já disse isso. Você está ficando repetitiva hein, minha filha!
Maria – (grita sofrida) Chega! Eu estou cansada! Eu também sou gente! (diva) Você acha que é fácil ouvir todos os dias: Vamos lá querida! Brilhe! Brilhe!
James – Brilhe! Brilhe! Eu tenho que dar brilho nos móveis, lustrar taças de cristal e caçar perdizes para o jantar. Brilhe! Brilhe! Eu tenho que separar o par de brincos de diamante que combine com a bolsa e o sapato, eu tenho que saber diferenciar cristal de diamante, reconhecer rubi, esmeralda, ônix. Ônix! Pode existir nome mais horroroso do que ônix? (James puxa o tapete e Maria cai)
Maria – Cóccix?
James – Eu estou falando de pedras, sua ignorante. Você não é capaz de diferenciar ônix de talher de peixe! (sai)
Maria – (diva) Eu não preciso disso! Eu tenho talento! (pausa. Reflexiva e quase triste) Isso não atrapalha nada. É você que se embola nas suas encruzilhadas…
(pega um livro de bolso e interpreta para si mesma o seu melhor papel)
“[Apóia-se na mesa.] Estou tão cansada! Se eu pudesse descansar … descansar… [Levanta a cabeça.] Eu sou uma gaivota … Não, não é isso. Eu sou uma atriz. Eu sei que sou! [Ouve risos] Ah, ele também está aí. Mas é claro… Não tem importância… É… Ele não acreditava em teatro, ria de todos os meus sonhos, e, aos poucos, eu também fui deixando de acreditar, e perdi a coragem… Você não imagina o que é saber que se está representando vergonhosamente mal. Eu sou uma gaivota. Não, não é isso… [Ela esfrega a testa.] O que é que eu estava dizendo? Ah, sei; estava falando do teatro. Agora já está tudo bem diferente… Agora eu já sou uma atriz de verdade; eu trabalho com alegria, com êxtase, em cena eu fico como que embriagada, e tenho a impressão de que fico linda. E agora, nesses dias aqui, eu tenho andado sem parar, e pensado e pensado, e eu tenho a impressão que cada dia estou ficando um pouco mais forte. Agora eu sei, agora eu compreendo que o essencial em nossa profissão – tanto faz que seja no palco ou na literatura – o essencial não é a glória, nem a fama, nem nada daquilo com que eu sonhava, e sim saber agüentar com paciência… saber carregar a cruz e ter fé. Eu tenho fé, e já não sofro tanto; e quando penso em minha vocação, não tenho medo da vida.” (A Gaivota, de Anton Tchekhov)
FIM
em breve:
A vida é decidida nos pequenos detalhes
Voz – Hotel Panda, suíte 69.
Elaine – O que? (Telefone desliga) Alô? Alô! Quem está falando?
Cena 2 – Restaurante. Elaine está sentada numa mesa com um homem. Ela, de frente para a platéia, ele, por sua vez, está de costas, de frente para ela. Os dois bebem champanhe.
Elaine – Naquela hora meu coração disparou, minha boca ficou seca, minhas mãos congelaram. Se eu soubesse o quanto a minha vida mudaria depois daquele dia. Eu não conseguia acreditar que ele pudesse… Ele nunca meu deu motivos pra eu desconfiar. Mas a mulher tinha sido bem clara: Hotel Panda, suíte 69. Fiquei parada sem querer estar no meu lugar. Sem querer decidir. Não queria ir, não conseguia ficar. Uma coisa era certa: “saber” significava “perder”. Eu tinha muita coisa a perder.
Homem – Ou a ganhar.
Elaine – Se eu não tivesse atendido aquele telefonema.
Homem – A vida é decidida nos pequenos detalhes.
Elaine – Peguei a bolsa. As chaves do carro. Quando eu já estava dentro do carro, pronta pra engatar a primeira, recuei. Ponto morto. Não sei por que uma sensação de morte. Parecia uma premonição. Na dúvida, acendi um cigarro. Ia decidir, no tempo em que durasse o cigarro, se eu iria ou não. Primeira tragada. Segunda tragada. Nem abri as janelas. Fiquei dentro do carro, de janelas fechadas, sendo esmagada pela fumaça. Terceira tragada. Meu tempo estava se esgotando. Às vezes é melhor não saber. Não decidir. Deixar as coisas acontecerem. Mas isso a gente só sabe depois que já tomou a decisão.
Homem – No fundo, no fundo, você sabia, mesmo inconscientemente, o que ia acontecer quando você entrou naquele quarto.
Cena 3 – Hotel Panda. Suíte 69. Elaine reticente bate na porta que se abre. Um homem aparece, bem vestido, sorriso discreto.
Elaine – Caio? Você?
Homem – Surpresa. (Elaine dá uma rápida olhada para dentro do quarto para ver se há mais alguém. Só o abajur ligado. Em cima de uma mesa um balde de gelo com champanhe. Duas taças. Uma música suave toca. Elaine fala qualquer coisa).
Elaine – Que brincadeira, eu levei um susto com o telefonema…
Caio – Shihhh. Não fala nada. (Caio a interrompe com um beijo apaixonado. Os dois vão para a cama).
Cena 4 – Continuação da cena 2. Elaine e Caio no restaurante, fazendo um brinde.
Caio – Parabéns pelo nosso aniversário.
Elaine – Um ano.
Caio – Valeu à pena?
Elaine – Que pergunta.
Caio – Valeu?
Elaine – Você quer ouvir a verdade? (sarcástica)
Caio – Você promete não ser cruel?
Elaine – Como eu vou saber?
Caio – Saber o que?
Elaine – O que teria acontecido se eu não tivesse ido até o Hotel naquela noite. Entrado no quarto. Como estaria a minha vida hoje?
Caio – Posso te dizer uma coisa? Você iria, de uma forma ou de outra. Eu só facilitei as coisas pra você.
Elaine – Você decidiu por mim.
Caio – Você fez a escolha certa.
Elaine – Eu? Será?
Cena 5 – Casa de Elaine e Sergio. Ele toma um último gole de café. Pega o paletó e sai andando apressado, falando e se despedindo de Elaine.
Sergio – Tenho que ir, meu amor. Tô atrasado.
Elaine – Nosso cineminha ta de pé?
Sergio – Hum, esqueci de te dizer. Vou chegar mais tarde hoje. Tenho uma reunião importante, vão decidir sobre a transferência.
Elaine – Vai dar tudo certo.
Sergio – Eu sei que vai. Você já pode ir fazendo as malas e treinando o seu inglês.
Elaine – Take it easy, my Darling!
Sergio – (sorrindo) Amanhã a gente vai ao cinema. Prometo meu anjo. (dando um beijo na testa de Elaine) Você vai sair?
Elaine – Tenho que ir ao banco, supermercado, nada demais. Não tem nada na geladeira.
Sergio – Compra um vinho pra gente comemorar.
Elaine – Pra comemorar prefiro champanhe.
Sergio – A senhora esta muito “saidinha”.
Cena 6 – Hotel Panda – Suíte 69. Elaine e Caio estão sentados, na cama, sem roupa, Caio faz um brinde.
Elaine – Estamos comemorando alguma coisa que eu não sei?
Caio – Estamos, meu amor. Hoje é um dia especial. Estamos comemorando… (Batem na porta, Caio se levanta e vai até o banheiro).
Caio – Atende, por favor, meu amor?
Elaine – Você pediu alguma coisa?
Caio – (do banheiro) Mais champanhe. (Elaine se enrola no lençol e vai atender)
Sergio – Elaine?
Elaine – Sergio?
Fim


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